Custos e outras nomenclaturas: conhecimento importante para o bom desempenho empresarial…

Custos e outras nomenclaturas: conhecimento importante para o bom desempenho empresarial…

Índice

Introdução

  1. Custos e outras nomenclaturas
    1. Receita
    2. Encaixe
    3. Gasto (ou Dispêndio)
    4. Desembolso
    5. Perda
    6. Ganho
    7. Custo
    8. Despesa
  2. Como os custos e despesas são gerenciados
    1. Custos Diretos
    2. Custos Indiretos
    3. Custos Fixos
    4. Custos Variáveis
    5. Despesa Fixa
    6. Despesa Variável
    7. Semivariáveis e semifixos
      1. Semifixos- Exemplo:
      1. Semivariáveis- Exemplo:

Conclusão

Introdução

É de suma importância para o empresário e/ ou empreendedor conhecer alguns conceitos no âmbito empresarial que o levará a gerir seu negócio com competência, aptidão, consequentemente de modo mais seguro, eficiente e eficaz.

Custos e outras nomenclaturas

Encontramos diversos termos em Contabilidade que muitas vezes podem ser utilizados de forma inadequada, sendo que, a ignorância no conhecimento destes, pode gerar uma administração deficitária, que poderá culminar em prejuízos futuros para Organização, ou, na impossibilidade de usar ferramentas de gestão imprescindíveis ao sucesso da Entidade.

Como calcular o preço de venda de um produto ou serviço corretamente, se não soubermos classificar os gastos adequadamente para tanto? Ou ainda, como usar ferramentas de gestão, como o “Ponto de Equilíbrio“, ou “Break Even Point“, ou até mesmo estabelecer a “Margem de Contribuição” por produto ou serviço, sem ter este conhecimento prévio, o da classificação dos gastos e alguns outros termos em Contabilidade?

Seguem nomenclaturas de alguns destes termos, uns de natureza subtrativa, como: desembolso, dispêndio, gasto, desencaixe, despesa, custo, perda, e outras de significam acréscimos como: receita, ganho, encaixe etc..

1. Custos e outras nomenclaturas

1.1. Receita

Custos e outras nomenclaturas

A Receita corresponde, em geral, a vendas de mercadorias ou prestações de serviços. Ela aparece (é refletida) no Balanço através de entrada de dinheiro no Caixa (Receita a vista) ou entrada de forma de Direitos a Receber (Receita a prazo) – Duplicatas a receber.

A Receita sempre aumenta o Ativo, embora nem todo aumento de Ativo signifique Receita (financiamentos, empréstimos bancários etc. aumentam o Caixa Ativo da empresa e não são Receitas).

1.2. Encaixe

Custos e outras nomenclaturas

Todas as vezes que entra dinheiro no Caixa por meio de receita a vista, recebimentos etc., denominamos esta entrada de Encaixe.

1.3. Gasto (ou Dispêndio)

É todo sacrifício para aquisição de um bem ou serviço com pagamento no ato (desembolso) ou no futuro (cria uma dívida). Assim, a empresa tem gasto na compra de Imobilizado, na compra de matéria prima, na produção etc..

Custos e outras nomenclaturas

Num primeiro estágio, todo sacrifício para aquisição de bem ou serviço é um gasto (um conceito consideravelmente abrangente). Portanto, no momento em que a Organização adquire um bem ou serviço defrontamos com um gasto.

1.4. Desembolso

É todo dinheiro que sai do Caixa (disponível) para um pagamento. Podemos também utilizar o termo Desencaixe como sinônimo de desembolso.

Custos e outras nomenclaturas

É bem verdade que, mais cedo ou mais tarde, o gasto será um desembolso. Todavia, nem todo desembolso é um gasto. Por exemplo, quitação de empréstimo bancário ou amortização é um desembolso, mas não é um gasto.

1.5. Perda

É um gasto involuntário, anormal, extraordinário. Ex.: desfalque no caixa, inundações, greves, incêndio, perda de um veículo em um desastre etc..

Custos e outras nomenclaturas

Na prática, é bastante difícil prever uma perda (por ser anormal).

Geralmente, a perda reduz o Ativo (consequentemente o Patrimônio Líquido- PL).

1.6. Ganho

Do mesmo modo que a perda, ganho é bastante aleatório. É um lucro que independe da atividade operacional da empresa. Ex.: recebimento de seguro por um bem perdido, Ganhos monetários (ganhos com inflação), venda de um imobilizado por valor acima de seu custo etc..

Custos e outras nomenclaturas

Ganho aumenta o Ativo (consequentemente, o Patrimônio- PL).

Tanto a perda quanto o ganho refletem no Patrimônio Líquido (PL), diminuindo ou aumentando o lucro apurado na Demonstração de Resultados do Exercício (DRE).

1.7. Custo

É todo dispêndio efetuado (ou ainda devido) pela empresa, que esteja diretamente relacionado ao processo de industrialização, comercialização ou de prestação de serviços, está ligado à atividade fim do Empreendimento.

Quando a matéria prima é adquirida, denominamos este primeiro estágio de gasto; em seguida, ela foi estocada no Ativo (ativada); no momento em que a matéria prima entra em produção (produção em andamento), associando-se a outros gastos de fabricação, reconhecemos (a matéria prima + outros gastos) como Custo.

Custos e outras nomenclaturas

Portanto, todos os gastos no processo de industrialização, que contribuem com a transformação de matéria prima (fabricação), entendemos como custo: mão de obra, energia elétrica, desgaste das máquinas utilizadas para produção, embalagens etc..

Assim, numa indústria, identificamos como custo todo gasto de dentro da fábrica, seja ele matéria prima, mão de obra, desgaste de máquina, aluguel de fábrica, imposto predial de fábrica, pintura da fábrica etc..

1.8. Despesa

São gastos efetuados para obtenção de bens ou serviços aplicados nas áreas administrativa, comercial ou financeira, visando a obtenção de receitas.

É exatamente aqui que a despesa se diferencia de perda, pois enquanto aquela (despesa) representa sacrifícios no sentido de obter receita, esta (perda) não gera receita.

Custos e outras nomenclaturas

Por exemplo, no momento em que é gerada a despesa de comissão dos vendedores, há também uma receita, ou seja, venda de bens ou serviços resultante do trabalho dos vendedores. Esta despesa é normal, previsível, orçável.

Uma perda com desfalque no caixa não provocou nenhuma receita, só subtração. É um fato anormal, imprevisível, não orçado.

2. Como os custos e despesas são gerenciados

Adiante, alguns detalhes sobre custos e despesas e como são gerenciados:

2.1. Custos Diretos

São aqueles que se identificam diretamente ao produto, preciso, unitário. Conhece-se quanto cada produto absorveu de custo, não precisa de processo de *rateio para identificar.

Exemplos:

Na Indústria- Matéria-prima- Para montar uma mesa, precisa-se exatamente de uma tábua, que custou $ 200,00, portanto, podemos atribuir um custo de $ 200,00 de matéria-prima por mesa.

Custos e outras nomenclaturas

Na prestação de serviço- Num Hospital- Salário do médico- Na venda da prestação de serviço médico, o salário do médico é $ 300,00 por consulta, portanto, podemos atribuir um custo de $ 300,00 de salário médico por prestação de serviço.

*Rateio– Padrão de distribuição de custos indiretos aos produtos e serviços. No comércio não tem.

2.2. Custos Indiretos

São aqueles não identificáveis por produto, não podem ser medidos de forma objetiva, direta, há a necessidade de estimar, fazer o rateio, ou seja, distribuir os custos aleatoriamente por produto.

Exemplos:

Custos e outras nomenclaturas

Na Indústria- Aluguel- Quanto deve-se atribuir de custo pelo aluguel pago pela empresa, para cada mesa fabricada? Não se sabe exatamente, neste caso, há a necessidade de aproximar o valor, ou, “arbitrar”.

Existem custos que podem ser tratados como Direto ou Indireto, como é o caso da energia elétrica, que,  havendo um marcador (relógio) por máquina, pode-se identificar quantos quilowatts consome por produto, deste modo, pode-se tratar a energia elétrica (força) como custo direto, o gasto com a luz, no entanto, será indireto.

2.3. Custos Fixos

Custos que não variam em decorrência da produção ou prestação de serviços, ou seja, mantêm inalterados, dentro de certos limites, independentemente da variação da produção ou prestação de serviço, normalmente é um custo indireto, exceto no caso de mão de obra direta, que é classificada como custo direto e também fixo.

Exemplos:

Custos e outras nomenclaturas

Salário do operador de máquina- Independentemente das unidades produzidas pelo operador, o salário será o mesmo.

Aluguel da fábrica- Independentemente da quantidade produzida pela fábrica, o aluguel será o mesmo.

2.4. Custos Variáveis

Variam diretamente na mesma proporção das variações ocorridas no volume de produção ou outra medida de atividade.

Exemplos:

Custos e outras nomenclaturas

Na Indústria- Matéria-prima- Quanto mais for produzida a cadeira, maior será o custo com as tábuas.

No Comércio- Embalagens- Quanto mais vendas de mercadorias, maior o custo com as embalagens.

2.5. Despesa Fixa

Despesa que não varia em função da venda.

Salário do vendedor- Independentemente da quantidade de vendas, o salário do vendedor será o mesmo, portanto, o gasto não sofrerá alteração.

Custos e outras nomenclaturas

Salários do setor Administrativo- Havendo ou não vendas, os salários dos colaboradores do setor Administrativo da empresa serão os mesmos, note que é um setor de apoio.

2.6. Despesa Variável

Despesa que varia diretamente com a venda do produto, serviço ou mercadoria. É a despesa que existe somente se há a venda.

Exemplos:

Custos e outras nomenclaturas

Comissão em vendas- Se o vendedor não vender, não receberá, caso venda, receberá conforme o montante vendido.

Imposto sobre a venda- Somente será devido se houver a venda, variará conforme o montante de venda.

2.7. Semivariáveis e semifixos

Custos e outras nomenclaturas

Existem algumas categorias intermediárias entre variáveis e fixas, ou seja, possuem um componente fixo a partir do qual ser comportamento passa a ser variável, são os “semifixos” e “semivariáveis”.

2.7.1. Semifixos- Exemplo:

Certos serviços terceirizados podem sempre ser considerados como um custo de um determinado setor, porém, em certa época do ano, alguns departamentos fazem contratação de mão de obra terceirizada em maior quantidade e por um longo período.

Custos e outras nomenclaturas

Aquele procedimento deve sofrer alteração, sendo incumbido à Controladoria, adequá-lo à nova situação. Estes gastos adicionais são considerados como Custos Semifixos, pela elevação que ocorre historicamente.

2.7.2. Semivariáveis- Exemplo:

Custos e outras nomenclaturas

A energia elétrica tem em sua composição, uma pequena parte fixa, que deve ser paga independentemente do nível do consumo, e a partir daí a conta cresce na proporção do número de kW consumidos, ou de forma mais acelerada.

Conclusão

Com estes termos bem definidos e entendidos, o empresário e/ ou empreendedor terá ferramentas importantes para gerir e entender melhor o negócio dele, podendo evitar prejuízos futuros para Organização, pois possibilitará fazer corretamente o cálculo do preço de venda, por exemplo, além de poder calcular também a “Margem de Contribuição” unitária do produto ou mercadoria vendida, ou serviço prestado, estes termos também são usados nos métodos de custeio.

Custos e outras nomenclaturas

Ter o conhecimento necessário para gerir o negócio de modo competente é imprescindível para o sucesso da Entidade, consequentemente, do empresário e/ ou empreendedor. O que trabalha com aptidão, terá um negócio lucrativo, mais seguro, e, sempre será requisitado.

Perceba este versículo Bíblico também extraordinário, escrito há aproximadamente 3 mil anos atrás:

Provérbios 22: 29- “Viste um homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não será posto perante os de baixa sorte”…

O diligente terá espaço entre pessoas de influência, pessoas importantes, por isso, o conhecimento pertinente, é ferramenta para o sucesso, a sabedoria ao usar também. Uma definição de sabedoria seria: “usar o teu conhecimento ao teu favor, num momento propício“…

Que desta maneira façamos, ajamos…

Que o SENHOR DEUS nos continue a abençoar!!!

Willian Sousa

Consultor Empresarial

Especialista em Controladoria e Finanças

Fontes de pesquisa:

  • biblegateway.com;
  • Bíblia de Estudo Plenitude;
  • Curso em “PDF”- Contabilidade de custos. Professora: Eugenize Bezerra Lima;
  • IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. Curso de Contabilidade Para não Contadores. 5ª. Edição. São Paulo: Editora Atlas, 2008;
  • tomislav.com.br/conceitos-funtamentais-sobre-custos/;
  • Vídeo- Contabilidade de Custos. Aula 02 e 03. Professor: Renato Medeiros.

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