Objetivo de Finanças: Lucro, Riqueza, Criação de Valor

Objetivo de Finanças: Lucro, Riqueza, Criação de Valor

Finanças

O termo “Finanças” pode ser definido como “a arte e a ciência de administrar o dinheiro”, ou ainda como “o estudo de como as pessoas alocam recursos escassos ao longo do tempo”.

Praticamente todas as pessoas físicas e jurídicas ganham ou levantam, gastam ou investem dinheiro. Finanças diz repeito ao processo, às instituições, aos mercados e aos instrumentos envolvidos na transferência de dinheiro entre pessoas, empresas e órgãos governamentais.

Objetivo de Finanças: Maximização do Lucro x Maximização da Riqueza x Criação de Valor

Um dos objetivos de uma empresa deve ser a criação de valor para seus acionistas ou proprietários. Como a palavra “valor” se presta a muitas interpretações, convém ressaltar que o conceito a que se refere o objetivo de finanças é valor econômico, ou seja, a representação do valor da empresa medido em unidades monetárias. Portanto, criação de valor em finanças é um conceito objetivo, mensurável em moeda.

O conceito de maximização do lucro como objetivo principal de finanças é bastante difundido e desde muito tempo tem sido considerado o propósito mais importante da atividade financeira. Contudo, é possível fazer uma distinção significativa entre o conceito de maximização do lucro e o conceito de maximização da riqueza.

O conceito da maximização do lucro parte da equação contábil tradicional de que o lucro é resultante das receitas menos as despesas de um período:

Lucro do Período = Receitas (-) Despesas

Apesar de lógico, esse conceito, tomado e utilizado de forma restrita, pode não conduzir os rumos das empresas a uma situação melhor. A obtenção de um bom lucro em um período não quer dizer que o futuro da empresa será beneficiado por isso. Diversas possibilidades de gestão podem levar a empresa a obter um excelente lucro em um período, mas prejudicar o seu futuro.

Eventualmente, administradores das empresas, com interesses dissociados dos acionistas podem tomar decisões de modo a garantir ou aumentar o resultado esperado de um período, e comprometer o futuro da riqueza dos acionistas. Exemplos de possibilidades nesse sentido são:

  1. Redução ou suspensão dos gastos com treinamento e capacitação de funcionários;
  2. Redução ou suspensão dos gastos com manutenção dos ativos fixos;
  3. Redução dos gastos com desenvolvimento de novos produtos;
  4. Redução dos gastos com publicidade e promoção;
  5. Redução ou suspensão dos investimentos em modernização do parque operacional;
  6. Aumento do volume de vendas por meio de descontos de preços, aumentando o valor do lucro, mas diminuindo a lucratividade dos produtos etc.

Note-se que esses tipos de decisões estão associados ao objetivo de obtenção de maior lucro, reduzindo as despesas e aumentando a receita, utilizando-se da fórmula tradicional contábil-financeira. Contudo, a fórmula contábil-financeira do lucro restringe-se apenas ao período em pauta, mas remete à questão de geração de lucros futuros.

Dessa maneira, decisões capazes de aumentar o lucro de um período podem prejudicar sensivelmente a geração futura de lucros. Nesse caso, tem-se a maximização do lucro, mas não a maximização da riqueza, pois esta está relacionada mais com a geração futura de lucros do que a obtenção de lucros no presente.

Assim, podemos dizer que o conceito de maximização do lucro é um conceito que tem aderência à visão de curto prazo, mas não permite uma gestão baseada no longo prazo. De um modo geral, os acionistas investem pensando em dividendos recorrentes e contínuos ao longo do tempo, dentro de uma concepção de longo prazo, razão por que gestões de aumento de lucro no curto prazo podem estar em desacordo com as intenções gerais dos proprietários da empresa.

O conceito de maximização de lucro é aderente à gestão de curto prazo e pode ocasionar dissociações de interesses dos administradores da empresa e de seus acionistas.

O conceito de maximização da riqueza é o mesmo que o de criação de valor. A criação de valor representa o aumento da riqueza. Maximizando a riqueza, maximiza-se a criação de valor. A riqueza compreende o valor patrimonial de alguém ou de uma empresa, mensurado economicamente. Inclui todos os seus investimentos, líquidos de suas dívidas, e os lucros gerados por esses investimentos até o momento da mensuração da riqueza.

O valor da riqueza dos acionistas é representado nas demonstrações financeiras pelo valor do capital próprio ou patrimônio líquido.

Nas empresas, em termos financeiros e dentro da ótica dos acionistas, a riqueza é o valor do capital próprio representado pelo capital investido e os lucros retidos. Em termos contábeis, esse valor é expresso pela figura do patrimônio líquido (PL).

Considerando o conceito de maximização da riqueza, a criação de valor é a diferença entre o valor da riqueza no fim de um período e o valor da riqueza no seu início. Em outras palavras, a criação de valor é o lucro do período analisado. Na semântica contábil-financeira, é a diferença entre o valor do Patrimônio Líquido Final (PLf) menos o valor do Patrimônio Líquido Inicial (PLi), que pode ser traduzido na seguinte fórmula:

Criação de Valor (Lucro do Período) = PLf1 – PLi

1Desconsiderados aumentos ou reduções de capital e distribuição de resultados.

Nesse conceito, em vez de se obter o lucro pelo confronto das receitas e despesas do período, obtém-se o valor pela avaliação do patrimônio líquido da empresa ao final do período, e ele é então confrontado com o valor do patrimônio líquido inicial, que foi avaliado pelo mesmo critério. Esse conceito de lucro é denominado lucro econômico, em contraposição ao conceito tradicional de lucro contábil, que não trabalha com perspectiva de futuro.

Agora, perceba este versículo bíblico:

Isaías 55: 2- “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura”…

A ideia aqui é que as pessoas estão se esforçando para comprar felicidade e estão desapontadas. Pão é o suporte da vida; é, portanto, emblemático de tudo o que contribui para o apoio e o conforto.

A experiência da era atual mostra abundantemente que o Profeta não apenas protestou com sua própria nação, mas exclamou contra todos os homens, a qualquer idade que pudessem pertencer.

A mente imortal não ficará satisfeita com riqueza, prazer ou honra. De outro modo, onde está o homem que está satisfeito com sua riqueza e quem diz que é suficiente? Onde há alguém que esteja satisfeito com prazer, vaidade e alegria? Há um vazio no coração que essas coisas não podem preencher.

O SENHOR DEUS que criou o homem, colocou em sua inteligência a ideia dEle, DEUS, e isso não é transmitido de pessoa para pessoa, seria inato. Existe, portanto, um vazio no homem que somente pode ser preenchido pelo SENHOR DEUS, quando o ser humano tem um encontro com Aquele que o criou.

Mas se trouxermos esse versículo para o meio empresarial, poderíamos interpretá-lo, pelo princípio de alocar recursos de modo sábio somente no que realmente é necessário, pelo planejamento, identificando as necessidades através dos controles financeiros.

Uma definição de sabedoria seria: “usar o teu conhecimento ao teu favor, num momento propício“.

Utilizando os recursos da empresa deste modo, o lucro, a riqueza e a criação de valor em uma Organização estariam assegurados.

Que O SENHOR DEUS nos continue a abençoar!!!

Willian Sousa

Consultor Empresarial

Especialista em Controladoria e Finanças

“Por que Finsous? Porque é importante planejar!!!”

Fontes de pesquisa:

  • Bíblia Sagrada;
  • Manual Prático de Teologia- Eduardo Joiner; 2ª Edição; Central Gospel;
  • Princípios de Administração Financeira- Lawrence J. Gitman; 12ª Edição; Prentice Hall;
  • Finanças- BODIE, Zvi; MERTON, Robert C.; 2ª Edição; Bookman;
  • Introdução à Administração Financeira- Clóvis Luís Padoveze; 2ª Edição; Cengage Learning.
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