Termômetro de Insolvência

Utilização do “Termômetro de Insolvência” na Análise de crédito

A Análise de Balanços tem auxiliado os gerentes de crédito na tarefa de decidir se vale ou não conceder créditos a seus clientes. Tal tipo de decisão, por ser muitas vezes recorrente, se beneficia muito de técnicas quantitativas que auxiliam a construir quadros de referência e de decisão rápidos.

A esse respeito, técnicas estatísticas têm sido desenvolvidas para auxiliar na utilização de índices na análise de créditos. Um destes instrumentos é o modelo de análise discriminante reportado por Edward I. Altman (Financial, discriminant analysis and the prediction of corporate bankruptcy. Journal of Finance, 23 Sept. 1968).

Em seu modelo, Altman combina certo número de quocientes de liquidez, alavancagem, rentabilidade e rotatividade a fim de estimar a probabilidade de uma empresa ir a falência. O modelo tem sido capaz de prever a falência com adequacidade para um período de um ou dois anos no futuro.

No Brasil, Stephen C. Kanitz, do Departamento de Contabilidade e Atuária da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA- USP) tem desenvolvido esforços numa linha semelhante de trabalho. Construiu o chamado “termômetro de insolvência”, composto de um número reduzido de quocientes.

Por meio de tratamento estatístico de dados de algumas empresas que realmente faliram, conseguiu montar o que denominou de “fator de insolvência” e que consiste em relacionar alguns quocientes, atribuindo pesos aos mesmos e somando e subtraindo os valores assim obtidos. Conforme a soma recaia na zona de “insolvência”, de “penumbra” ou de “solvência”.

Esta é uma ferramenta muito importante para análise da “saúde” financeira empresarial.

IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. Curso de Contabilidade para não Contadores. São Paulo: Editora Atlas, 5ª Edição, 2008, p. 163-164.

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